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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Recicla, recicla, recicla

Há muitos anos a reciclagem é parte da rotina da casa, esteja ela onde estiver. Isso fez também com que se aguçasse o olhar para coisas recicladas.
Há tempos considero que o papel reciclado é muito mais interessante que o branco, seja em resmas para usar no dia-a-dia e imprimir os trabalhos, seja 'caseiro' e mais rústico e utilizado para pintar, para capas de cadernos, álbums, embalagens e por ai afora.
Sábado passado visitei alguns ateliês de artistas de San Isidro, um município daqui de Buenos Aires - Evento Puertas Abiertas. Num, encontrei Lucia Heber, quem, entre otras cositas más faz cadernos e agendas com papel reciclado. Adorei.


Foto: PlantAmor


Para conhecer, visitem:
PlantAmor
Lucila Heber

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Gatinho quer leite?

Ele tem 8 anos, queria mais é dormir, mas não recusou o leitinho.

Esse tem apenas um mês de vida. Eram pelo menos 6 nessa jaula. No zôo há 80 leões (acho), nem todos na parte de visitação do público.

Com direito a beijo na boca e tudo! (Estava roubando o marrom glacê da boca da Nivea).

Gordo e Gorda nasceram há mais ou menos um ano. São criados com muitos cachorros (todos os felinos também) que ajudam a socializá-los para que aprendam a medir sua força.


 Nessa jaula havia 'apenas' sete...


 
Adoram cenouras

 
São o único mamífero a regenerar anualmente um osso externo. Desfazem-se do chifre depois da época reprodutiva e no ano seguinte ele nasce de novo e cresce um pouco mais que no anterior. São estudados para eventualmente ajudar as pessoas que precisam transplantes de medula óssea.

Esse é albino.
 Ovelha negra?

 Cohab de tartarugas (plageando a Nivea).



 Um dia de vida.

 Não perguntei se gostou mais do meu casaco ou da calça...

 $50,00 para residentes, $100,00 para estrangeiros


As instalações não são modernas, o site é antiquado, mas o lugar é muito bem cuidado, limpo e inesquecível. Não tem cheiro de zôo, preocupam-se em compostar o que podem da merda produzida pela duas elefoas e possuem instalações adequadas para tratar o restante.
São simpáticos (a maioria, vai!), passam por controles dos departamentos de fauna e agrário quizenalmente e se mantêm com as entradas, doações e eventuais prêmios conquistados pelo seu time de futebol ou em exposições onde levam carros antigos e militares: a outra paixão dessa família - sim, esse zôo interativo é 100% privado.
Vão semanalmente ao mercado central comprar muuuuuita fruta e verdura e váaaarios quilos de carne (leia-se vacas inteiras que eles mesmos fracionam). Se um animal de algum fazendeiro amigo morre, eles retiram e usam como alimento. Se o doador for desconhecido, testam o produto antes para não correr o risco de que seus animais adoeçam.
Todos os tratadores moram, pelo menos por dois anos, no zôo perto dos animais pelos quais serão responsáveis. Todos eles (animais e tratadores, hahaha) têm nome, ficha completa com data de nascimento, peso etc., etc., etc.
Tá esperando o quê para visitar?

sábado, 28 de agosto de 2010

Zôo de Buenos Aires


Semana passada participei de uma celebração à Pacha Mama (mãe terra). Em agosto fazem-se oferendas a ela para que a primavera venha boa e ajude em tudo o que a terra nos dá quando plantamos. Isso foi no Jardim Botânico e como acabou cedo, resolvi atravessar a Av. Las Heras e entrar no zoológico de Buenos Aires, algo que não fazia desde minha adolescência.


Dentro do zoológico - pano de fundo: prédios da cidade


O zôo vende uma ração balanceada que ode ser dada a certos animais - há uns escorregadores de comida nas jaulas dos animas que a podem receber. Mas as pessoas são teimosas e querem alimentar também os demais. E esse alimento faz mal às girafas, por exemplo. Como as jaulas são pequenas e estamos tão perto que quase as podemos tocar, voluntários ficam marchando junto a elas e repetindo incansáveis vezes: 'Chicos, no se puede dar de comer a las girafas'


Eles até que se esforçam em melhorar o zôo, mas não conseguem... O lugar é muito pequeno. Por uma questão legal, se desocuparem o terreno para mudar o zôo de lugar terão que devolvê-lo aos herdeiros daqueles que o doaram única e exclusivamente para ser utilizado como zoológico. Está numa região muito valorizada de Buenos Aires, então imaginem só se o governo quer devolver. Por essa restrição de metros quadrados as jaulas são mesmo jaulas: pequenas, feias, cheias de grades. Os pobres animais são verdadeiros prisioneiros, tristes.
Comparando com o único outro zôo que conheço, o de São Paulo, esse beira o mal-trato. E vejam bem: eles têm uma equipe grande de pessoas bem treinadas, muitos voluntários em veterinária e até em paisagismo para melhorar o ambiente, mas simplesmente ficou pequeno.
Na época em que foi criado o conceito de zoológico era outro e havia bem menos bichos. Hoje em dia os zôos mais modernos trocam as grades por vidros, recriam o ambiente natural dos animais, lhes dão espaço. Mas aqui isso é realmente impossível, uma pena.

Resumindo: se vier, não gaste seu rico tempo de turista e seu dinheirinho indo ao zôo de Buenos Aires. Se quiser ver natureza e animais, vá ao bioparque Temaiken (que ainda não conheço), que promete ser bem melhor.


E esse é o tamanho de uma jaula... e nem é das piores! Não tem grades assustadoras e é bastante ampla

sábado, 24 de julho de 2010

Buenos Aires para niños


Descoberto por uma amiga que é ótima em garimpar blogs legais - já me apresentou vários, entre eles o Chucrute que tanto amo ler.
Fica ai a dica de quem quer vir pra cidade das vacas voadoras com crianças: Buenos Aires para Niños.
Avisem a data de chegada e acompanho vocês!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Ilustrador do mundo

Villa Ocampo - San Isidro / Buenos Aires - Argentina (SEP09)
Durante uma visita do curso de Diseño del Paisaje.
Quem disse que a gente só é turista longe da cidade onde mora?


Nas minhas andanças internauticas vinculadas a assuntos paisagísticos descobri esse talentoso ilustrador que também adora viajar e descreve divinamente o que vê. Gostaria de compartilhar as Viagens Incríveis dele com vocês.
Bom fim de semana.


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Tombão

Hoje dei um alô pro asfalto.
Sai de bike para resolver umas coisas e começou a chover. A barreira do trem estava fechada, esperei comportadamente. Quando abriu, lá fui eu. Logo, o pneu escorregou no trilho, a bici saiu de lado e eu fui de joelhos, mãos e peito pro asfalto.
Que bom que o carro que vinha atrás de mim pode parar. Que bom que estava perto de casa. Que bom que tinha gelo. Que bom que não está doendo tanto assim e que não afetou a vontade de continuar pedalando nessa maravilhosa cidade ;-)


(O cestinho está todo amassado, o guidão torto, o freio fora do lugar. Nada que não se arrume rapidamente.)

domingo, 26 de julho de 2009

Novidade na garagem


Bom, na verdade ainda no corredor da sala, enquanto não tenho cadeado.
Demorei em achar uma bici com a minha cara e que coubesse no meu bolso. Queria uma usada, para não gastar muito e as que apareciam eram ou muito acabadas ou muito sofisticadas (e caras). Até que um dia passei pela enésima vez num bicicleteiro para ver se dava sorte ou se decidia logo montar uma com peças usadas e um quadro novo.
Dei sorte. Estava lá um outro cliente que se interessou pela conversa. Tinha a 'minha' bike esperando por mim encostada no apartamento. Sorrio de orelha a orelha quando lembro disso. Gastei o que queria, na bicicleta que queria. Coloquei um cestinho nela e só não posso sair para resolver coisas (tipo fazer compras ou passar na biblioteca) porque ainda não tenho corrente e cadeado para amarrar o meu burrinho.
Virão ainda as piscantes luzes vermelhas traseiras, quem sabe um farol dianteiro.
Ainda não tive muitas oportunidades de pedalar por ai, mas aproveitei muito as que tive.
Hoje o dia está lindo, o parque à beira do Río de la Plata está estranhamente vazio, as ruas tranquilas. Melhor que isso, só dois disso.

E você, aonde amarra o seu burrinho?



Clique nas imagens para ampliar


quinta-feira, 11 de junho de 2009

Hundido?

29 de dezembro de 2008, Puerto Madero - Buenos Aires
No canteiro de obras onde estão "brotando" várias torres foram descobertos restos arqueológicos de uma embarcação.

Hoje
Após cinco meses de escavações, recuperaram-se potes de cerâmica, 4 canhões de 1 tonelada cada, 2 moedas espanholas, roldanas, muitos metros de cordas de diversas espessuras, uma madeira entalhada, 12 toneladas de lastro e muitas dúvidas.
Supõe-se que seja um barco mercante espanhol, supõe-se que encalhou num banco de areia e sofreu avarias que não tornavam viável o reparo, supõe-se que fazia também a rota comercial a Cuba, supõe-se que levava cerca de 100 tripulantes, supõe-se, supõe-se, supõe-se.
As escavações já terminaram. Foram feitas a toque de caixa, em poucos meses algo que normalmente levaria anos. Esse achado está em propriedade privada, a obra tem que continuar. Durante esse mês de junho de 2009 o local está aberto à visitação pública. Depois, o barco será retirado de lá para ser novamente enterrado. A luz e o ar estão deteriorando as madeiras. Enquanto não se estudar uma forma de conservá-lo, ficará enterrado.
Estive lá ontem, ADOREI a visita guiada. A guia (Alejandra) está super entusiasmada. Ela, todo o grupo de arqueólogos e estudiosos, os demais guias, o governo da cidade. Não é para menos. Numa cidade e um país que como tantos outros recém agora começa a valorizar seus prédios históricos e cultura do passado um achado desses é muito significativo.
O canal National Geographic foi convidado para registrar os trabalhos de escavação, os estudos, as visitas. Assim fica tudo documentado para o público.
Alejandra n
os contou sobre a época, sobre o leito original do Río de la Plata, sobre a dimensão que se planejava que a cidade tivesse, o comércio, a construção dos portos e muito mais. Foi uma deliciosa tarde de passeios, onde também conheci duas belíssimas praças do bairro Puerto Madero que até hoje tinham passado batido para mim. Sobre elas falo mais tarde.
durante o fim de semana passado, que foi o primeiro aberto à visitação, atenderam mais de 1500 pessoas. Em grupos de 15, por questões de segurança. Em 7 guias. Mais de 10 grupos por cada, com duração de 20 minutos. Affff! Ontem tive o prazer de uma visita de quase uma hora de duração, já que em dias de semana o fluxo de visitantes é reduzido (por questões óbvias). Recomendo.
Para agendar a data e o horário de sua visita, clique aqui. E aproveite muito.

Fotos? No site da NatGeo. É proibido fotografar no local... Abaixo algumas antes de começar e depois de terminar a visita.

Essas duas tirei enquanto estava sentada esperando que se forme o grupo e que os demais dois terminem sua volta.

Os capacetes amarelos são um grupo que escuta as explicações históricas vendo os painéis antes de entrar ao canteiro de obras e ver o barco.

E essa foi tirada da rua, depois de terminar. De blusa vermelha e capacete, atrás do alambrado, está Alejandra, nossa guia.

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