Mostrando postagens com marcador qv. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador qv. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

This is it


Vi o trailer quando fui ver um filme argentino chamado El Secreto de sus ojos (muito bom). Fiquei com vontade, depois esqueci. Ai li o comentário da Assucena sobre This is it e voltei a me empolgar.
Acabo de voltar do cinema e recomendo, mesmo àqueles que tenham sido fãs apenas na época do Billy Jean e Thriller, como eu. Achava ele um cara meio esquisito. Adorei conhecer o Michael Jackson que sabe trabalhar em equipe, numa boa, sem estress, que defende o meio ambiente se engaja por um mundo melhor.
Aos que estão se aventurando no mundo dos clipes musicais (T!?), um ótimo exemplo de usar várias tomadas de uma mesma música para compor um inteiro (claro, com a grana deles fica fácil).
Enfim, valeu a pena.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

The fun theory

Sacada genial, The fun theory.
A teoria abaixo recebi da Pri, do Olhos Verdes. Mas tem mais no link ai em cima. Vai lá ver ;-)



Yes, fun can obviously change behaviour for the better :-)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Melhores amigos


O primeiro boxerzinho estava nos esperando na caravan de meu pai, que disse para meu irmão e eu irmos buscar algo que havia ficado no carro. Chamou-se DRUG - que em russo significa AMIGO - favor não confundir com drogas, ok? Furava todas as nossas meias quando se pendurava em nossos pés, roubava sapatos (mas aprendemos rápido a deixá-los fora de alcance), arrancava roupa do varal e sabia direitinho que não devia fazer nada disso, porque bastava chegarmos em casa e colocarmos o carro na garagem para ele se esconder debaixo do passatão azul de minha mãe, onde se achava inalcançável para a merecida bronca.
E babava. Como babava. Adorava passear, bastava pegarmos a guia para ele correr em disparada entre o portão de casa e nós, ida e volta, até que - na visão dele - depois de horas nós finalmente chegávamos até o portão.
Adorava vigiar minha mãe quando ela cozinhava, sabia que sempre sobraria algo para ele. Viajou conosco diversas vezes para Peruibe, sempre numa casa alugada diferente. E adorava que minha mãe não tinha problemas para acordar de madrugada e ir com ele para a praia - ele teve a sorte disso ainda não ser proibido naquela época. Corria como se a vida dele dependesse disso, dava altos pinotes, fazia curvas enlouquecidas, derrapava. Cavocava a areia como se quisesse chegar à China, mas não era muito íntimo da água não... Aliás, uma leve garoa já fazia com que se refugiasse no lugar coberto mais próximo. Uma vez atropelou minha mãe, derrubando-a. Ai ela aprendeu que não devia se mexer quando ele, com aquelas bochechas todas balançando, vinha à galope em sua direção - ele sempre desviava na última hora, foi ela quem tinha resolvido desviar para o mesmo lado que ele...
Uma criança em Peruibe nos parou na rua uma vez para perguntar de que marca ele era e "o que é isso que ele tem pendurado ai", referindo-se às enormes bochechas pretas.
Aqui já não lembramos mais se o episódio da cebola foi com Drug ou com o filho dele, Graf (barão, novamente em russo e tb em alemão) - tivemos geração após geração, sempre ficamos com um dos filhotes.
Minha mãe cortava carne e dava as rebarbas para o cachorro. Um, dois, três, quatro bocados. Eles sempre engoliam isso tão rápido que a nossa sensação era que eles não poderiam nem sequer sentir o gosto do que estavam comendo. Engano nosso: depois do quarto bocado de carne minha mãe jogou um pedaço de cebola. Ele abocanhou e cuspiu tão rápido como tinha pego. Minha mãe morreu de rir. Na hora e depois, contando para a gente.
Morreu velinho, do jeito que os cachorros gostam de fazer. Havia um pedreiro trabalhando em casa, o portão estava aberto. Drug saiu, afastou-se um pouco da casa, deitou tranquilo e não levantou mais. Deixou boas lembranças e seu filho Graf.

Drug tinha uma estrela no peito. E pêlos brancos na cara, todo um senhor.

A intenção era ensinar ele a sair pela escada, caso caísse na água sem nossa presença. Mas o desespero apenas o levava em direção à borda. Por sorte sempre estivemos em casa quando algum cachorro meio bêbado caía na água de madrugada.

E era cantor, lá do jeito dele...

Mas não era pela cantoria que tinha fãs, era puro carisma mesmo.


Essas fotos são fotos de fotos... não tão boas para ampliar.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Qualidade de vida em Sampa

Olha só que bacana (do site Planeta Sustentável, artigo publicado em 18.08.2008):

Praças e parques de São Paulo: espaços de convivência
Com 5.500 praças e 43 parques municipais concluídos, que devem chegar a 100, até 2012, São Paulo tem procurado criar soluções para melhoria da qualidade de vida da população

Por Thays Prado

Com uma rotina que envolve trânsito, poluição, correria e muito concreto, é fundamental para a saúde mental dos paulistanos – e de todos os moradores de grandes cidades – ter seus momentos de lazer e de contato com a natureza. Em uma cidade sem praia, nada melhor do que usufruir das praças e parques – espaços públicos, a que todos podem ter acesso, passear com a família, reunir amigos, conhecer novas pessoas e desfrutar de uma paisagem mais verde.

Em evento realizado no dia 14 de agosto, na Editora Abril, quatro especialistas falaram um pouco da situação de nossos espaços públicos de convivência e apontaram soluções – já em andamento – para a preservação e melhoria das praças e parques de São Paulo.

Eduardo Jorge, secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente da cidade de São Paulo, falou sobre o Programa 100 Parques para São Paulo, uma iniciativa da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, que prevê um total de 100 parques para o município até o ano de 2012.

O secretário comentou que, em 2005, a cidade contava com 33 parques. Desde então, outros dez foram construídos e mais vinte e três estão em fase de implementação. Trinta e quatro novas áreas já foram desapropriadas com a intenção de serem transformadas em parques nos próximos anos e outras 32 áreas estão em fase de negociação e pode ser que também sejam destinadas ao Meio Ambiente.

No último ano, dos quase R$315 milhões que compõem o orçamento da secretaria, cerca de R$50 milhões foram investidos em parques lineares, áreas verdes próximas às várzeas dos rios que, além de se constituírem como espaços de lazer, impedem as enchentes e a invasão imobiliária sobre as águas. De acordo com Eduardo Jorge, a intenção é conseguir mais R$200 milhões junto ao FUNDEMA – Fundo de Defesa do Meio Ambiente para investir nessa mesma tendência no ano que vem.

Um modificação na dinâmica de escolha dos responsáveis pela manutenção e administração dos parques já trouxe vitalidade para esses espaços. Anteriormente, os cargos eram nomeados por vereadores, mas, este ano, foi lançado um edital para a seleção dos profissionais, para o qual mais de duas mil pessoas com nível universitário e experiência em gestão ambiental se inscreveram. “Foi um grande salto administrativo”, garante Eduardo Jorge. Outro quesito que mereceu investimento foi a segurança dos parques municipais. Atualmente, todos eles contam com segurança privada, o que consome R$18 milhões do orçamento da secretaria.

Durante o encontro, o secretário Eduardo Jorge também anunciou o lançamento, previsto para o dia 28 de agosto, do Programa Zeladores, que consiste em contratar moradores do entorno de praças que estejam desempregados e treiná-los para que façam a manutenção desses espaços de convivência. Inicialmente, será feita uma experiência com 40 pessoas, que deve se expandir se o programa funcionar bem.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Holístico, relaxante, energizante

Em novembro do ano passado fui com os colegas do trabalho ao Hotel Ponto de Luz, em Joanópolis - SP.
Um lugar espetacular, com comidas saudáveis feitas lá mesmo (se pedir, eles dão as receitas!), massagens, atividades em grupo, caminhadas e muita tranquilidade para descansar ou pensar na vida.
Foi lá que aprendi a comer flores: capuchinha - uma combinação de picante e doce, lembra agrião (consomem-se folhas e flores) e pétalas de rosas.
Gostaria de compartilhar algumas fotos de lá.



Joanopolis - SP - Brazil

quarta-feira, 19 de março de 2008

Bem-vindos, senhores passageiros

20 de fevereiro de 2008 - Aeroporto Internacional Franco Montoro - Guarulhos - SP

Tempo eu tinha de sobra. Detesto chegar tarde ao aeroporto e ficar ansiosa quanto ao embarque. Portanto, dispunha de muito tempo que poderia ter sido muitíssimo bem empregado no Spa da L'Occitane instalado na sala de embarque. Massagens, ofurô, manicure, shiatsu, cabeleireiro... Quem dera os preços fossem acessíveis para mim. Fica para alguma oportunidade futura!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Abiu

Esta frutífera cresce frondosa no sítio de PFFC de Juiz de Fora.
Houve uma discussão para definir o nome dela: abiu? Bacuri - como a chamam os que lá moram? Grumixeira? Jambo?
Pela breve e superficial pesquisa que fiz, trata-se mesmo do ABIU (Pouteria caimito).



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Primeira Pororoca


Não estou exagerando: este foi o Carnaval mais fantástico dos últimos 10 anos (se não dos últimos 36).
Amei a PRIMEIRA POROROCA - acampamento solidário / encontro de jovens / acampamento da Galera Solidária ou seja lá qual explicação resumida se queira dar a este maravilhoso momento que aconteceu em Juiz de Fora neste Carnaval.
54 jovens reunidos para trabalhar a solidariedade, a diversidade, os sonhos para o futuro.
Amei conhecer os rostos e as pessoas por trás dos nomes dos quais anualmente falo para padrinhos que hoje são para mim tão anônimos como estas pessoas foram até antes deste feriado.
Resultado final: voltei energizada, renovada.

Adultos

Uma folha na árvore da palavra

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Slow food

Antes de sair de casa só consegui ler o título e meia frase, mas a curiosidade fez a imaginação funcionar. E não é que o conceito de slow food é mais ou menos o que pensei que seria?
Leiam sobre o assunto aqui e no site oficial do Brasil.
Quando voltar do Carnaval ou depois das férias vou me dedicar um pouco mais a explorar o assunto.

UHU! Vou viajar no Carnaval

Que delícia! Estou me sentindo como na faculdade, em que qualquer feriado é usado pra viajar, não importa a verba disponível.
Faz muito tempo que não viajo em feriados. Não tenho paciência para o trânsito das estradas. Mas viajar faz falta, FAZ MUITA FALTA. E eu estou precisando muito sair da rotina. Ai fui cavocar algo para fazer no feriado. A primeira oportunidade que surgiu - mesmo sendo meio a trabalho - eu agarrei. E vou curtir muito.
Estou indo com mais um pessoal do trampo para Juiz de Fora, onde acontecerá o 1o Acampamento Solidário "Pororoca" reunindo jovens do Rio, de São Paulo e de Minas. O evento está sendo realizado com parceria com a OnG Onda Solidária e visa despertar a solidariedade nos jovens e torná-los multiplicadores - vierão ao Acampamento jovens com perfil de líderes, num total de 45 (acho).
Vou desenvolver algumas atividades com os jovens, uma delas vai ser aplicar as técnicas que conheci no blog Come-se (também aqui e aqui) integradas numa gincana/caça ao mundo sustentável / oficina... sei lá, não decidi o nome ainda.
Vai ser muito legal. Que bom que minha máquina resolveu ressuscitar. É mandatório ter um registro do evento.
Até depois do Carnaval. Curtam muito e não dirijam se tiverem bebido, combinado?

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Pão, pão, pão, pãaaaao!


Ultimamente ando inspirada na cozinha. Cansei de comer sempre o mesmo, de pedir por telefone, de improvisar um sanduba.
Sempre achei legal fazer pão, de meter a mão na massa.
Essa receita eu tinha separado há algum tempo e a coisa de duas semanas passei no horti-fruti para comprar o farelo de trigo e aproveitar o fermento fresco que estava na geladeira nessa receita.
Cheguei em casa e... cadê a receita?
Claro que tampouco lembrava em que blog a receita havia sido publicada.
Ontem achei a dita na gaveta do escritório, ai passei novamente no horti-fruti para comprar fermento e farinha integral e finalmente experimentar esse pão que leva açúcar mascavo.
O aroma dele estava perfeito, mas depois dos raviólis não havia um pingo de fome nem sequer para tirar uma casquinha e provar.
Já o café da manhã de hoje foi farto: melão, café com leite, pão fresquinho com minha geléia-mousse de ameixas. Nham, nham!


A receita desse pão eu peguei aqui, no blog Kafka na praia.

Ravióli para dois - o plágio

Na terça (29.01.2008) a Tatu publicou "Ravióli para dois" no seu blog Mixirica. Gostei da idéia e resolvi fazer também. Só que sou como o marido dela: não gosto de fígado. E estou numa fase sem vontade de comer carnes, sejam elas vermelhas, brancas, lilases ou azuis. Então fiz os raviólis seguindo a mesma massa, mas inventando um recheio veggie, que ficou assim:

* Cozinhei no vapor, separadamente, cubos de cenoura, vagem picadinha e grãos de milho - tudo al dente
* Amassei as cenouras e temperei com bastante noz moscada, pimenta do reino branca moída na hora e sal
* Incorporei a esse purê o milho e a vagem

[==> anotação para a próxima vez: colocar a cenoura num pano de prato e espremer antes de incorporar o restante, porque soltou muita água quando cozinhei os raviólis e o prato final acabou ficando um pouco aguado]


Ai é só usar para rechear a massa, exatamente como a Tatu explica (segue cópia do texto dela abaixo).
Acabei fazendo raviolões gigantescos por pressa (o estômago estava reclamando), mas acho que seria mais legal se fossem menorzinhos mesmo.




Cozinhei os raviólis somente em água com um pouco de sal por 5 minutos. Ficaram al dente.


O molho
Fiz um molho improvisado com uma lata de molho pronto Tarantela + 2 dedinhos de vinho tinto + folhas de manjericão fresco + pimenta do reino branca moída na hora + um pouco de sal e 1/2 caixinha de creme de leite que estava dando sopa na geladeira. O aroma que desprendia da panela era uma tortura! Ainda bem que era na minha cozinha, não na do vizinho!!

Receita e recheio aprovados por mim e por meu irmão.


Ravióli integral (receita da Tatu)
- 150g de farinha de trigo
- 50g de farinha de trigo integral
- 2 ovos
- sal


Misture as duas farinhas e faça um monte. Fure o topo do monte e despeje ali os ovos, cobrindo-os com uma pitada generosa de sal. Incorpore os ovos à farinha usando a ponta dos dedos e siga amassando e sovando a massa com as mãos, conforme ela toma corpo.

Caso ache a massa dura, umedeça as mãos em água potável e amasse mais, repetindo o processo até adquirir a consistência elástica e lisa que sua massa precisa.
Enrole a massa pronta em um filme plástico e deixe descansar por uma hora (tempo de sobra para preparar o recheio).

Passada a hora, divida a massa em 3 ou 4 pedaços e abra com rolo de macarrão ou em máquina específica para a tarefa, fazendo placas finas. Deixe as placas secarem por alguns minutos sobre uma toalha ou sobre a mesa enfarinhada, coloque bolotinhas de recheio em espaços intercalados, passe o dedo umedecido com água ao redor do recheio e aperte outra placa de massa por cima da primeira, fechando os raviólis.

Corte os raviólis e aperte as bordas com um garfo, para firmar. Depois disso, coloque a água para ferver, cozinhe de 3 a 5 minutos (dependendo do tamanho dos seus raviólis) e pronto, misture ao molho de sua preferência.



Apesar da medida ser para duas pessoas, sobrou uma porção para uma refeição num dia de fome moderada. Congelei o prato pronto, com molho. Veremos no que vai dar...

E para o almoço de hoje separei macarrão integral com funghi seco e o molho dos raviólis, mas esqueci na bancada da cozinha... Ainda bem que não está tanto calor, quem sabe não estrague até eu voltar para casa de noite...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Uma no direito, outra no esquerdo

No carnaval vou para MG. O assunto do momento é a febre amarela. Uma pessoa daqui do trabalho tomou a vacina e 7 dias depois passou mal à beça. Ai pensei cá com meus botões: - Quando tomei, em 1998, não passei mal não.
Caramba, 1998!! Se não venceu ainda, está para vencer... - foi a continuação dos pensamentos.
OK: lembrete no celular colocado para checar o comprovante de vacinação em casa. Não é que tinha vencido dia 18 de fevereiro?
Então ontem de manhã decidi ir ao posto de saúde, encarar a fila e me re-vacinar.
Aproveitei para tomar também a anti-tetânica. Afinal, para quem gosta de viver com terra debaixo das unhas isso se torna ainda mais necessário, certo?
Sudaí. Uma no direito (febre amarela), outra no esquerdo (anti-tetânica). A segunda ainda requer reforço em março (e terceira dose também? Sei lá, depois eu descubro).

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Fita azul

Detesto correntes, principalmente aquelas com ameaças do tipo "se você não enviar a 248 pessoas nos próximos 27 minutos seus cabelos ficarão azuis pelo resto da sua vida".
Também evito ficar enviando textos por e-mail. Nessa era da tecnologia todos temos bem mais coisas para ler do que damos conta. E ler para ver se vale a pena ler, já toma muito tempo.
Por sorte meus amigos também têm essa consciência e me repassam poucas coisas desse gênero. As que recebo geralmente valem a leitura e muitas vezes valem a pena ser repassadas.
Hoje recebi um texto que se encaixa nessa categoria. Há muita gente que merece uma fita azul na minha vida. Para não ser injusta e para não super-lotar a caixa de entrada de ninguém, reproduzo aqui o texto, tal como o recebi. Sinta-se presenteado com fitas azuis você também.

*****

Uma professora de determinado colégio decidiu homenagear cada um dos
seus formandos dizendo-lhes da diferença que tinham feito em sua vida de mestra.
Chamou um de cada vez para frente da classe. Começou dizendo a cada um a diferença que tinham feito para ela e para os outros da turma.
Então deu a cada um uma fita azul, gravada com letras douradas que diziam: 'Quem Eu Sou Faz a Diferença'. Mais adiante, resolveu propor um projeto para a turma, para que todos pudessem ver o impacto que o reconhecimento positivo pode ter sobre uma comunidade. Deu aos alunos mais três fitas azuis para cada um, com os mesmos dizeres, e os orientou a entregarem as fitas para as pessoas de seu conhecimento que achavam que desempenhavam um papel diferente.. Mas que deveriam poder acompanhar os resultados para ver quem homenagearia quem, e informar esses resultados à classe ao fim de uma semana.
Um dos rapazes procurou um executivo iniciante em uma empresa próxima, o homenageou por tê-lo ajudado a planejar sua carreira. Deu-lhe uma fita azul, pregando-a em sua camisa. Feito isso, deu-lhe
as outras duas fitas dizendo: "Estamos desenvolvendo um projeto de classe sobre reconhecimento, e
gostaríamos que você escolhesse alguém para homenagear, entregando-lhe uma fita azul, e mais outra, para que ela, por sua vez, também possa homenagear a uma outra pessoa, e manter este processo vivo. Mas depois, por favor, me conte o que percebeu ter acontecido..."
Mais tarde, naquele dia, o executivo iniciante procurou seu chefe, que era conhecido, por sinal, como uma pessoa de difícil trato. Fez seu chefe sentar, disse-lhe que o admirava muito por ser um gênio criativo. O chefe pareceu ficar muito surpreso. O executivo subalterno perguntou a ele se aceitaria uma fita azul e se lhe permitiria colocá-la nele. O chefe surpreso disse: "É claro." Afixando a fita no bolso da lapela, bem acima do coração, o executivo deu-lhe mais uma fita azul igual e pediu: "- Leve esta
outra fita e passe-a a alguém que você também admira muito". E explicou sobre o projeto de classe do menino que havia dado a fita a ele próprio.
No final do dia, quando o chefe chegou a sua casa, chamou seu filho de 14 anos e o fez sentar-se diante dele. E disse: "- A coisa mais incrível me aconteceu hoje. Eu estava na minha sala e um dos executivos subalternos veio e me deu uma fita azul pelo meu gênio criativo. Imagine só! Ele acha que sou um gênio! Então me colocou esta fita que diz que 'Quem Eu Sou Faz a Diferença'. Deu-me uma fita a mais pedindo que eu escolhesse alguma outra pessoa que eu achasse merecedora de igual reconhecimento. Quando vinha para casa, enquanto dirigia, fiquei pensando em quem eu escolheria e pensei em você. Gostaria de homenageá-lo, meu filho. Meus dias são muito caóticos e quando chego em casa, não dou muita atenção a você. As vezes grito com você por não conseguir notas melhores na escola, e por seu quarto estar sempre uma bagunça. Mas por alguma razão, hoje, agora, me deu vontade de tê-lo à minha frente. Simplesmente, sabe, para dizer a você, que você faz uma grande diferença para mim. Além de sua mãe, você é a pessoa mais importante da minha vida. Você é um grande garoto filho, e eu o amo!"
O menino, pego de surpresa, desandou a chorar sem parar, convulsivamente. Ele olhou seu pai e falou entre lágrimas: "- Pai, poucas horas atrás eu estava no meu quarto e escrevi uma carta de
despedida endereçada a você e à mamãe, explicando porque havia decidido suicidar-me e lhes pedindo perdão. Pretendia me matar enquanto vocês dormiam. Achei que vocês não se importavam comigo. A carta está lá em cima, mas acho que afinal, não vou precisar dela mesmo."
Assustado, o pai foi ao quarto do jovem e encontrou a carta cheia de angústia e de dor. O homem foi para o trabalho no dia seguinte completamente mudado. Ele não era mais ranzinza e fez questão de que cada um dos seus subordinados soubesse a diferença que cada um fazia. O executivo que deu origem a isso ajudou muitos outros a planejarem suas carreiras e nunca esqueceu de lhes dizer que todos e cada um haviam feito uma grande diferença em sua vida, sendo um deles seu próprio filho.
A conseqüência desse projeto é que cada um dos alunos que participou dele aprendeu uma grande lição. De que 'Quem você é,faz sim, uma Grande Diferença'.
Você não precisa passar isso adiante para ninguém... Nem para duas nem para duzentas pessoas. Por outro lado, se quiser, pode enviar para aquelas pessoas que significaram ou significam algo para você, sejam quantas forem. Ou por outro lado, simplesmente sorria quando lhe escrevo porque você é muito importante para mim. Quem você é na minha vida, faz muita diferença para mim, e eu queria que todos
vocês soubessem disso. Eis aqui a sua fita azul!

(autor desconhecido)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Inferno astral nada infernal (ufa!)

Já haviam me dito que "Inferno astral" é na verdade uma fase de mudanças e que não necessariamente tem que ser um inferno.
Infelizmente desde que fui apresentada ao termo essa fase de 1 mês antes do aniversário foi sempre bastante infernal, tanto que mesmo o reveillon dos últimos 4 a 5 anos não foi leve.
Ao que tudo indica a nuvem negra se dissipou. De uma boa vez, diz meu mapa!!! Já não ia sem tempo, Plutão-anão.
Ufa, como é bom respirar mais leve e aproveitar o reveillon e o aniversário depois de um longo e tenebroso inverno (e primavera, verão, outono...).
Que venha 2008!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Ebaaaaa!!!!

Recebi de uma amiga, que recebeu de outra amiga, que tirou do jornal O Metro (aquele de distribuição gratuita nos faróis).


Tem um cara muito louco que mora aqui em casa comigo e com a minha mulher. Ele tem 2 anos de idade e diz para todo mundo por aí que é meu filho, apesar de que somos absolutamente idênticos. Ele está sempre feliz. Muito feliz. Extremamente feliz. Tanto que resolvi adotar seus hábitos e comportamentos. Segue a lista que preparei e que pretendo seguir com disciplina e rigor para ser muito mais feliz em 2008.


1. Sempre que possível, corra peladão pela casa gritando: “Tô peladão! Ebaaaaa!”

2. Nunca perca a chance de dar um beijinho ou um abraço em alguém que estiver ali, dando sopa.

3. Não tenha medo de puxar conversa com alguém interessante. Aponte para o céu e diga: “Óia! um avião grande!” Siga conversando naturalmente.

4. Tire uma soneca depois do almoço onde quer que esteja. (Lembrete: menos ao volante).

5. Desenhe no boxe do banheiro enevoado pelo vapor. Ao concluir cada desenho, ou mesmo apenas deixar a palma de sua mão impressa, diga: “Ebaaaaaa!”

6. Vire mais cambalhotas. Um mínimo de três por semana. Diga “ebaaaa!” antes e depois de cada evolução.

7. Pule na cama. Mas não muito perto da beirada. Diga reptidamente “ebaaa-ebaaaaa-ebaaa!”.

8. Minta deslavadamente. Mas nunca em causa própria.

9. Convide todo mundo para tudo: “Vâmo deitá no chão, pessoal?”, “vâmo tomá suco, pessoal?”, “vâmo naná, pessoal?”.

10. Acorde bem cedo e berrando a plenos pulmões. Só pare quando alguém vier lhe abraçar.

11. Tenha medo da sua comida.

12. Acredite nas versões alternativas. Por exemplo: que um trovão pode perfeitamente ser o pum de um elefante voador gigante.

13. Diga “obrigado” e “por favor” sempre, mesmo que fora de contexto.

14. Use o MSN Messenger ou Skype para fazer uma videoconferência com seus avós, durante a qual dance, corra, vire cambalhotas e identifique interessantes partes do seu corpo como o nariz e a bunda.

15. Mostre o seu pé para as visitas. Olhe de forma atenta e não sem curiosidade para a extremidade e comente: “Ó...o pé”. Depois de alguns segundos de silêncio respeitoso, sugira que a visita mostre o pé dela para você.

16. Convide sua mãe para passear quando ela menos espera.

17. Encontre as formas ocultas nas coisas: uma torrada que parece um coração, um guardanapo dobrado que parece um pato ou uma luva que parece um cavalo. Diga “ebaaaa!” sempre que isso acontecer.

18. Quando fizer uma gracinha que todo mundo goste, repita.

19. Chore rápido e esqueça por que chorou mais rápido ainda.

20. Sinta orgulho das coisas que consegue fazer sozinho, mas nunca sinta vergonha de pedir ajuda para quem você ama.

21. “Ebaaaaaaaa!”

Delícias

Algumas delícias da vida:
* sorriso de bebê
* perceber que uma criança de 2 anos sabe quem você é, lembra do seu nome, te relaciona a pessoas ou a um ambiente mesmo que vocês tenham se visto pela última vez há mais de um mês
* fingir que não viu que a mãe dela deu uma dica
* ganhar um presente de aniversário das mãos dessa criança e ver a alegria dela saindo por todos os poros ao te ajudar a abrir o presente
* um cheiro que trás lembranças
* algo que você não sabe exatamente o que foi e que te fez lembrar de uma pessoa ou de uma situação deliciosa e que você havia esquecido completamente como foi importante
* encontrar um conhecido na rua, no metrô, no supermercado
* arrumar o armário e encontrar um botão, uma pedrinha, um palito, um pedaço de papel, uma fita... algo que só para você tem significado
* fazer um programa sozinha e sentir-se muito bem acompanhada
* realizar um sonho
* reconhecer que realizou um sonho
* cheiro de terra molhada, de chuva, de grama cortada
* fazer uma receita que deixa a casa inteira com aquele aroma irresistível
* cheiro de Natal
* a capacidade de fazer novas lembranças boas a cada instante da vida
* a liberdade de escolha, ainda que nem sempre façamos as corretas
* observar um cachorro brincando, um gato se espreguiçando (e fazer o mesmo)
* tomar banho de chuva e depois um banho gostoso e pôr uma roupa seca
* banho de cachoeira depois do susto inicial da água congelante
* andar descalça
* andar descalça em pedrinhas que fazem massagem, que machucam e logo sentir o alívio de chegar na grama macia
* ter um sapato para pôr quando o chão está gelado
* tirar o sapato apertado e calçar uma hawaianas que já tem o formato do seu pé
* cama arrumada e com lençóis fresquinhos com aquele cheirinho de amaciante
* casa limpinha
* a sua casa, mesmo que não esteja tão limpinha assim
* a sua casa, o seu quarto, porque lá é permitido tirar a roupa e simplesmente jogá-la num canto quando se está cansado e sem saco de pendurar no cabide
* arrumar a montanha de roupas jogadas num canto que você nem se deu conta como foi possível que chegasse àquele tamanho - se ver livre da avalanche e poder usar a cadeira / o móvel / o chão de novo
* ter óculos escuros quando o dia está radiante e ensolarado como hoje
* poder ficar em casa num dia chuvoso, fazendo "nada"
* ouvir o despertador e se dar conta que esqueceu de desligar e pode dormir mais um pouco
* madrugar num sábado e lutar contra o sono para fazer algo divertido como ir para a praia, fazer uma trilha
* cheirinho de protetor solar, mesmo quando você não está na praia
* chorar vendo filme, lendo um livro, vendo novela (e estar sozinha para que ninguém caçoe da gente)
* dar preferência aos pedestres nas ruas ou fazer a gentileza de deixar outro motorista entrar na sua frente sem esperar que eles agradeçam por isso
* se alegrar quando eles lembram de agradecer pela gentileza
* água para quem tem sede
* o primeiro gole de uma cerveja estupidamente gelada num dia quente como hoje (humm, quanto falta mesmo para o happy hour?)
* poder ir ao banheiro quando se está apertado - depois de ter ficado por muito mais tempo que o necessário no trânsito infernal de Sampa é ainda melhor!
* amigos, amigos e mais amigos, que lembram de você e simplesmente aparecem sempre nos momentos mais cruciais da vida
* dar um presente a alguém simplesmente porque deu vontade
* ganhar um presente inesperado, assim, sem mais nem menos
* alguém mexendo no cabelo da gente, mesmo que esse alguém seja uma menininha brincando de cabeleireira e que quase nos deixa carecas
* colo, cafuné, abraço apertado, cheiro no cangote, vontade de não largar mais
* olho no olho, aquele com o brilho de paquera
* ler nas entrelinhas e não ter certeza se está entendendo direito e ai criar situações para poder tirar a dúvida
* tirar a dúvida, mesmo quando se chega à conclusão de que não era como você queria que fosse
* sensação de alívio
* fazer novos amigos
* sentir empatia imediata por alguém simplesmente pelo jeito que disse oi
* tomar atitudes e fazer ao invés de somente pensar e desejar
* criar espaço para coisas novas na vida
* tomar coragem, prender o fôlego e mergulhar
* perder o medo
* acreditar
* errar, aprender e não voltar a cometer o mesmo erro
* ensinar e compartilhar
*

Nossa. Essa lista é infindável, poderia continuar aqui, divagando, por horas. Alguém quer acrescentar algo?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Estou necessitada

Em fevereiro vencem minhas férias.
Ano passado passei quase um mês na casa dos meus pais em Buenos Aires. Foi muito bom, mas não foram férias com maiúsculas em negrito, daquelas planejadas, imaginadas, sonhadas.
É dessas que preciso. De verdade.
Estou estressada com o trabalho, com a rotina, com os planos para o futuro, com a necessidade de tomar decisões, com as responsabilidades, com a vontade de mudar de planeta ou ao menos de cidade. Com os sonhos de vida que não sei ao certo como começar.
Preciso de férias. Daquelas que compramos passagem, pensamos no que colocar na mala, vamos ao aeroporto, desembarcamos num lugar desconhecido. Onde aos olhos de turista tudo é perfeito, tudo é lindo, nada aborrece. Longe de contas, de cachorros com fome ou vontade de passear, de dia de tirar o lixo, dia da Maria, dia dos recicláveis. Longe dos engarrafamentos que já sabemos em que trechos acontecem. Dos faróis que sei serem demorados o suficiente para tirar as sobrancelhas usando o espelho retrovisor.
Ou seja: longe de mim mesma. Da Elena do dia-a-dia. De tudo que me impede ver com clareza o que quero e o que preciso fazer. Dessa mesma névoa que nos tira a coragem de fazer o que sabemos ser o melhor, o mais correto e o necessário.
Ontem uma amiga que está morando em Portugal desde maio de 2007 ligou para desejar feliz ano novo. Eu estava "a passear" com a Lila, então ela voltou a ligar mais tarde. A conversa foi curta, porém produtiva. Novamente ela insistiu que eu devo ir visitá-la. Confesso que pela primeira vez pensei (e estou pensando) seriamente no assunto. O custo assusta, é verdade. Bastante quando envolve planos que aos olhos de terceiros parecem meio suicidas e que requerem economizar, não gastar. Mas não faz mal, melhor gastar com isso que com anti-depressivos.