Assim, as aves terão de suportar, por três meses sem descanso, o confinamento em um recinto inóspito, que os priva de liberdade e de luz solar e os submete ao intenso ruído advindo de cinquenta alto-falantes e ao forte ruído externo proveniente da circulação de pessoas da Bienal, sem falar na exagerada iluminação artificial que incide sobre a "obra de arte".
Inconteste a natureza abusiva da referida "obra", porque submete animais a ambiente e à situação que em tudo contrariam a natureza de sua espécie, com o agravante de o evento dar-se em local aberto ao público, por onde passam milhares de pessoas, nas quais se incutirá a ideia de que o sofrimento de animais pode ser concebido como arte e entretenimento.
Convém mencionar que, em fevereiro de 2006, o Instituto Tomie Ohtake exibiu obra do mesmo artista em que três burros eram expostos com grandes caixas de som atreladas ao dorso. Foi a UIPA quem interviu para que o equipamento de som fosse retirado dos animais.
Em 2008, em exposição intitulada "Monólogo para um Cachorro Morto" o mesmo artista exibiu vídeo de um cão morto, vitimado por atropelamento em estrada. Vê-se que o artista retrata como arte o infortúnio de animais.
A UIPA está pedindo providências às autoridades competentes.
Saudações
Vanice T. Orlandi
Presidente






