quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Adotar é tudo de bom

Meu irmão e eu podemos falar por experiência própria. Os amigos também sabem que é verdade, conheceram a rita, conhecem o Camarão e a Lila.
Adotar, definitivamente, é tudo de bom!




sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Lâmapdas com leds são BEM mais econômicas

Recentemente me interessei pelo assunto, ai as informações parece que começam a 'brotar' do além. Achei esse post interessante e bem resumido.
Vou incorporar os leds na lista de possibilidades na próxima vez que tiver que comprar alguma luminária.

domingo, 9 de agosto de 2009

Saudades


Sinto saudades o tempo todo. De gente, de cachorro, de casa, de viagens, de coisas.
Dizem que saudade é uma palavra sem tradução, que só existe no português. Se não dá pra traduzir, podemos definir (e traduzir a definição). Alguém fez isso muito bem - recebi por e-mail com essa definição de saudade: Saudade é o amor que fica. Gostei.
A todas as pessoas queridas que me rodeiam, rodearam ou ainda irão rodear: o amor que fica.

domingo, 26 de julho de 2009

Novidade na garagem


Bom, na verdade ainda no corredor da sala, enquanto não tenho cadeado.
Demorei em achar uma bici com a minha cara e que coubesse no meu bolso. Queria uma usada, para não gastar muito e as que apareciam eram ou muito acabadas ou muito sofisticadas (e caras). Até que um dia passei pela enésima vez num bicicleteiro para ver se dava sorte ou se decidia logo montar uma com peças usadas e um quadro novo.
Dei sorte. Estava lá um outro cliente que se interessou pela conversa. Tinha a 'minha' bike esperando por mim encostada no apartamento. Sorrio de orelha a orelha quando lembro disso. Gastei o que queria, na bicicleta que queria. Coloquei um cestinho nela e só não posso sair para resolver coisas (tipo fazer compras ou passar na biblioteca) porque ainda não tenho corrente e cadeado para amarrar o meu burrinho.
Virão ainda as piscantes luzes vermelhas traseiras, quem sabe um farol dianteiro.
Ainda não tive muitas oportunidades de pedalar por ai, mas aproveitei muito as que tive.
Hoje o dia está lindo, o parque à beira do Río de la Plata está estranhamente vazio, as ruas tranquilas. Melhor que isso, só dois disso.

E você, aonde amarra o seu burrinho?



Clique nas imagens para ampliar


segunda-feira, 20 de julho de 2009

Feliz dia do amigo



Os melhores-amigos-do-homem da atualidade: Camarão (Boxer tigrado) e Lila (Weimaraner cinza).
Miss you!!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Ecomobile

Moto sem pegar chuva, com garupa confortável e possibilidade de levar coisas e ocupar pouco espaço. Eu quero um desses!
(Vi lá no Verde que te quero verde, que tem muito mais coisas legais - vai lá ver)

BBC: EcoMobile in Switzerland - Jeremy Clarkson's Motorworld

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Melhores amigos


O primeiro boxerzinho estava nos esperando na caravan de meu pai, que disse para meu irmão e eu irmos buscar algo que havia ficado no carro. Chamou-se DRUG - que em russo significa AMIGO - favor não confundir com drogas, ok? Furava todas as nossas meias quando se pendurava em nossos pés, roubava sapatos (mas aprendemos rápido a deixá-los fora de alcance), arrancava roupa do varal e sabia direitinho que não devia fazer nada disso, porque bastava chegarmos em casa e colocarmos o carro na garagem para ele se esconder debaixo do passatão azul de minha mãe, onde se achava inalcançável para a merecida bronca.
E babava. Como babava. Adorava passear, bastava pegarmos a guia para ele correr em disparada entre o portão de casa e nós, ida e volta, até que - na visão dele - depois de horas nós finalmente chegávamos até o portão.
Adorava vigiar minha mãe quando ela cozinhava, sabia que sempre sobraria algo para ele. Viajou conosco diversas vezes para Peruibe, sempre numa casa alugada diferente. E adorava que minha mãe não tinha problemas para acordar de madrugada e ir com ele para a praia - ele teve a sorte disso ainda não ser proibido naquela época. Corria como se a vida dele dependesse disso, dava altos pinotes, fazia curvas enlouquecidas, derrapava. Cavocava a areia como se quisesse chegar à China, mas não era muito íntimo da água não... Aliás, uma leve garoa já fazia com que se refugiasse no lugar coberto mais próximo. Uma vez atropelou minha mãe, derrubando-a. Ai ela aprendeu que não devia se mexer quando ele, com aquelas bochechas todas balançando, vinha à galope em sua direção - ele sempre desviava na última hora, foi ela quem tinha resolvido desviar para o mesmo lado que ele...
Uma criança em Peruibe nos parou na rua uma vez para perguntar de que marca ele era e "o que é isso que ele tem pendurado ai", referindo-se às enormes bochechas pretas.
Aqui já não lembramos mais se o episódio da cebola foi com Drug ou com o filho dele, Graf (barão, novamente em russo e tb em alemão) - tivemos geração após geração, sempre ficamos com um dos filhotes.
Minha mãe cortava carne e dava as rebarbas para o cachorro. Um, dois, três, quatro bocados. Eles sempre engoliam isso tão rápido que a nossa sensação era que eles não poderiam nem sequer sentir o gosto do que estavam comendo. Engano nosso: depois do quarto bocado de carne minha mãe jogou um pedaço de cebola. Ele abocanhou e cuspiu tão rápido como tinha pego. Minha mãe morreu de rir. Na hora e depois, contando para a gente.
Morreu velinho, do jeito que os cachorros gostam de fazer. Havia um pedreiro trabalhando em casa, o portão estava aberto. Drug saiu, afastou-se um pouco da casa, deitou tranquilo e não levantou mais. Deixou boas lembranças e seu filho Graf.

Drug tinha uma estrela no peito. E pêlos brancos na cara, todo um senhor.

A intenção era ensinar ele a sair pela escada, caso caísse na água sem nossa presença. Mas o desespero apenas o levava em direção à borda. Por sorte sempre estivemos em casa quando algum cachorro meio bêbado caía na água de madrugada.

E era cantor, lá do jeito dele...

Mas não era pela cantoria que tinha fãs, era puro carisma mesmo.


Essas fotos são fotos de fotos... não tão boas para ampliar.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Passe adiante

Copiando na cara-dura, porque há coisas que DEVEM ser copiadas, espalhadas, divulgadas, multiplicadas. Como essa.

Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Passe adiante! Precisamos começar já!
Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta aonde vive...


Hundido?

29 de dezembro de 2008, Puerto Madero - Buenos Aires
No canteiro de obras onde estão "brotando" várias torres foram descobertos restos arqueológicos de uma embarcação.

Hoje
Após cinco meses de escavações, recuperaram-se potes de cerâmica, 4 canhões de 1 tonelada cada, 2 moedas espanholas, roldanas, muitos metros de cordas de diversas espessuras, uma madeira entalhada, 12 toneladas de lastro e muitas dúvidas.
Supõe-se que seja um barco mercante espanhol, supõe-se que encalhou num banco de areia e sofreu avarias que não tornavam viável o reparo, supõe-se que fazia também a rota comercial a Cuba, supõe-se que levava cerca de 100 tripulantes, supõe-se, supõe-se, supõe-se.
As escavações já terminaram. Foram feitas a toque de caixa, em poucos meses algo que normalmente levaria anos. Esse achado está em propriedade privada, a obra tem que continuar. Durante esse mês de junho de 2009 o local está aberto à visitação pública. Depois, o barco será retirado de lá para ser novamente enterrado. A luz e o ar estão deteriorando as madeiras. Enquanto não se estudar uma forma de conservá-lo, ficará enterrado.
Estive lá ontem, ADOREI a visita guiada. A guia (Alejandra) está super entusiasmada. Ela, todo o grupo de arqueólogos e estudiosos, os demais guias, o governo da cidade. Não é para menos. Numa cidade e um país que como tantos outros recém agora começa a valorizar seus prédios históricos e cultura do passado um achado desses é muito significativo.
O canal National Geographic foi convidado para registrar os trabalhos de escavação, os estudos, as visitas. Assim fica tudo documentado para o público.
Alejandra n
os contou sobre a época, sobre o leito original do Río de la Plata, sobre a dimensão que se planejava que a cidade tivesse, o comércio, a construção dos portos e muito mais. Foi uma deliciosa tarde de passeios, onde também conheci duas belíssimas praças do bairro Puerto Madero que até hoje tinham passado batido para mim. Sobre elas falo mais tarde.
durante o fim de semana passado, que foi o primeiro aberto à visitação, atenderam mais de 1500 pessoas. Em grupos de 15, por questões de segurança. Em 7 guias. Mais de 10 grupos por cada, com duração de 20 minutos. Affff! Ontem tive o prazer de uma visita de quase uma hora de duração, já que em dias de semana o fluxo de visitantes é reduzido (por questões óbvias). Recomendo.
Para agendar a data e o horário de sua visita, clique aqui. E aproveite muito.

Fotos? No site da NatGeo. É proibido fotografar no local... Abaixo algumas antes de começar e depois de terminar a visita.

Essas duas tirei enquanto estava sentada esperando que se forme o grupo e que os demais dois terminem sua volta.

Os capacetes amarelos são um grupo que escuta as explicações históricas vendo os painéis antes de entrar ao canteiro de obras e ver o barco.

E essa foi tirada da rua, depois de terminar. De blusa vermelha e capacete, atrás do alambrado, está Alejandra, nossa guia.

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domingo, 31 de maio de 2009

Mudar é bom




Sabe quando cansa, enjoa, precisa de alguma novidade? Há tempos descobri que isso não precisa ser algo graaande para ser significativo.
Pois então, resolvi dar umas mudadinhas. Dessa vez nos blogs. Nesse e nos outros dois mudei de leve o perfil.
Mas não quero perder o antigo, que já é parte da história dessa vida bloguiana. E quer lugar melhor para deixar registrado que aqui? Então, lá vai, o primeiro (e agora "antigo") perfil dessa que vos escreve aqui, aqui e aqui.


Brasileiro-argentina, alemã-russa do mundo globalizado da Silva Sauro. Ou será ao contrário?
Turismóloga (fora do mercado por opção), especializada em ecoturismo (que preciso voltar a praticar), paisagista por paixão e em formação (finalmente descobri o que quero ser quando crescer!!!), aventureira enferrujada, amante da Natureza, cozinheira por prazer (nunca por obrigação).

Também estou com vontade de mudar o lay-out do blog, de fazer algo diferente. Mas para isso falta a inspiração que tenho certeza virá em algum momento em que a preguiça de estudar HTML também desaparecer...

sábado, 30 de maio de 2009

Eu quero que você me aqueça neste inverno


Mesmo estando fora de Sampa continuo a me importar com o que acontece por ai.
Aqui em Buenos Aires minha mãe tricota e doa roupinhas extra pequenas para prematuros de um hospital público. Inacreditável o quão pequenos são.
Outro dia, ela foi a um bazar numa igreja, comprou cachecóis diversos, os lavou para logo doá-los numa OnG que leva roupas para outras partes do país.
A biblioteca popular onde faço o curso de cerâmica também junta doações de todo tipo - desde materiais de construção, roupas, brinqedos até alimentos não perecíveis - e as distribui conforme a necessidade de cada local. Levei coisas mais de uma vez. Mesmo estando longe de minha casa, de minhas coisas, acabo juntando algo de que não preciso mais. Incrível...
Um conhecido tinha livros em alemão conseguidos sei lá como. Escolhi alguns, pois sei a quem podem servir.
É assim que tem que ser: as coisas tem que estar em mãos de quem realmente as use, não ocupando lugar e juntando pó em algum canto onde tiram de nossas vidas a possibilidade de que esse espaço seja ocupado com algo útil.

Clique no banner lá em cima para ver o site da Campanha 2009 no Top blog ou aqui para o site da campanha propriamente dita, lugares para deixar suas doações, conhecer outros blogs que também a apóiam.




quarta-feira, 13 de maio de 2009

Cerâmica

FINALMENTE comecei um curso de cerâmica. Não tem torno, aprendemos outras técnicas. Por enquanto estamos trabalhando com cerâmica branca (aquela da argila do fatal cinzeiro feito na escola...). Mal vejo a hora de finalizar as primeiras peças e ver o resultado depois da queima.
A lista de coisas que quero fazer cresce e cresce. Algumas plaquinhas para os temperos plantados nos vasos da casa de minha mãe já estão encaminhados, uma tentativa de almofariz também.
Me aguardem!

sábado, 2 de maio de 2009

Virada cultural no Ibirapuera - 2 e 3 de maio


Com acampamento, passeio noturno com lanternas, histórias, museus e quetais. A imagem fica legível se você clicar nela para ampliar. Divirtam-se e contem como foi ;-)

Clique na imagem para ampliar


Patricia Naomi Ozawa

Programa de Visitação

Tel. (11) 5085-1313

Fax. (11) 5549-2342

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Como é chato

Como é chato declarar o imposto de renda...
Nada mudou: fiquei mais pobre que ano passado, não restituirei nenhuma fortuna e gasto um tempo tremento indo atras de informações que sempre teimam em faltar.

Mas, ufa! Consegui sair viva novamente dessa missão. Quem sabe algum ano consigo entregar logo no começo e restituir mais cedo?

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Mais um

Não trabalhar todo santo dia em frente a um computador é bom, mas também me faz desaparecer daqui mais do que gostaria.
Vira e mexe passam assuntos pela minha cabeça, mas ai logo vem algum outro da vida ao vivo que toma seu lugar e as idéias ficam sendo isso o que elas são, idéias.
Hoje venho aqui para, com atraso, comemorar o segundo aniversário deste meu primeiro blog. Apesar de não ser o mais lido, ainda é o campeão em postagens e sempre será o mais antigo, o primeiro.
A você, que está lendo, obrigada e seja sempre bem-vindo ;-)


***


O mais lido é o Colorindo a Paisagem.

domingo, 8 de março de 2009

Dar banho na alma

Há tempos que venho com vontade de tomar banho de chuva num dia quente em que as gotas caiam gordas, cheias, deliciosas.
Ontem fiz isso.
Sai para caminhar e vi o céu pesado, cinza-chumbo. Sentei na praça onde minha avó levava a meu irmão e a mim quando eu tinha menos de cinco anos, fiquei sentada carregando as baterias enquanto as crianças brincavam e corriam e gritavam e pulavam e escorregavam e balançavam, esperando a chuva chegar. As primeiras gotas nem me tocaram, a árvore debaixo da qual minha avó se sentava ainda é a mesma e fornece bastante proteção.
Quando as gotas começaram a me molhar, sai andando. Ainda havia algumas famílias com crianças (inclusive bebês de colo) por lá, curtindo a tarde quente (e chuvosa). Começaram a ir embora. Os artesãos já tinham recolhido seus produtos.
Fui andando em direção a casa. Feliz, molhada.
Só quando estendi minha blusa e ela começou a pingar no chão que me dei conta do quanto havia me molhado.

Foi uma delícia meu banho de alma.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Pais

Meu pai não é igual ao pai dela, mas o sentimento de aconchego que tenho ao ler é.
Minha mãe não é igual à mãe dela, mas o sentimento de aconchego que tenho ao ler é.