domingo, 2 de dezembro de 2007

Altamente recomendável

Sexta finalmente fui ao Zôo fazer o passeio noturno. Agradeço à minha chefe pela dica dada há mais de um ano.



Valeu cada centavo pago

Demorei muito para decidir ir, apesar da vontade ter nascido com a simples menção à visita. Desculpas houve várias, com falta de companhia, por exemplo. A verdade, é que estava assustada com o preço (na época R$ 50,00, agora R$ 60,00).
V
aleu cada centavo pago!
Chega-se pela entrada de serviço, onde a organização já fica visível desde o portão de entrada. O grupo reúne-se no anfiteatro, cuja rampa de acesso é iluminada por tochas com aquele delicioso cheirinho de citronela. Enquanto o grupo não está completo, há projeção de um filme - sobre animais, claro.
Lá mesmo começa a visita - uma lagarta, uma jibóia e uma piton vêm até nós. A piton é mais sociável de todas, disposta a carinhos, ÓHs, AHs e fotos.
Já na parte externa, o monitor Guilherme (biólogo e colaborador do Zôo há quase 7 anos) e a também bióloga e monitora Kátia nos dividem em 2 grupos: ela com as crianças de uma escola chamada Habitar e ele conosco, adultos, adolescentes e crianças.
Começamos o passeio aguçando nossos sentidos e ouvindo o uivo de lobos e seguindo para a área dos felinos.

Vimos as hipopótamas (uma delas veio para o Zôo em 1964), macacos curiosos que deviam estar dormindo mas não resistem a uma visitinha, marrecos Irerê, tigres brancos, leões, uma girafa também curiosa - o colega Zagalo não quis nos brindar com sua aparição...
Aprendemos a diferença entre tartarugas (do mar), cágados (de água doce) e jabutis (as terrestre). Acrescentamos alguns termos ao nosso vocabulário. Disfrutamos da curiosidade inteligente de crianças como o Rafael (que tem, eu diria 6 anos de idade e sabe um monte sobre os animais, mas têm a consciência de que não sabe tudo).


Enriquecimento

Quem diz que eles não se divertem por lá, ainda que enjaulados? O pessoal do Zôo cria brinquedos e diversões para estimular o instinto, o exercício, a brincadeira. A comida não é simplesmente servida em uma bandeja, mas espetada em galhos, pendurada no teto da jaula, escondida em caixas que precisam ser destroçadas para se chegar à comigo. A isso dá-se o nome de enriquecimento. E para nós, visitantes, significa diversão.



Cambiamento

Vem de cambiar (trocar), do espanhol, e pode ser traduzido como bastidores do Zôo. É a área onde os tratadores, veterinários e demais funcionários acessam as jaulas para fazer a manutenção, o local onde as feras ficam recolhidas durante a noite e onde nós tivemos acesso para ver os tigres brancos de bengala e outra subespécie mais e os leões e leoas. Com direito a demonstração da velocidade de ataque de uma das leoas. Ainda bem que as grades são bem fortes e as barras bastante unidas - o Guilherme é valioso demais para se tornar alimento dela.


Nomes

Muitos dos cerca de 3.500 animais do Zôo têm nomes. Pena que não me lembro deles. Alguém pode ma ajudar? Sei que a girafa amiga do Zagalo têm nome, as hipopótamas, os tigres e os leões (ou parte deles ao menos).


Vida consciente

O Zôo está lindo! Bem cuidado, limpo, com lixeiras próprias para separação e recliclagem de lixo a cada 20m, com uma área para educação ambiental, com seguranças e monitores simpáticos, sorridentes, bem humorados, com zêlo pelos habitantes e visitantes animais da região, com valorização do patrimônio local.


Leão sem juba

Ele nasceu em cativeiro e foi castrado, o que diminui a taxa hormonal. Conseqüentemente, não há juba. Dizem que assim ficam mais mansos - eu prefiro não confiar nisso. Ele é grande!


Caronista

Não faltam anedotas durante o passeio. Uma das que mais gostei foi a de um macaco (aranha? prego?) que pegou c arona num ganso e fjiu de Alcatráz. Diversão garantida para os tratadors que tiveram que cercar a área e sair em busca do caronista-fujão.


Patrimônio local

O lago, aquele grande onde moram macacos, marrecos, patos e gansos, é formado por 3 nascentes do Rio Ipiranga - sim, aquele do "independência ou morte".
Há ainda o local onde fizemos nosso delicioso lanche ao final do passeio - o Espaço Dom Pedro - um entreposto dos portugueses quando subiam a serra vindos de Santos. Por lá dormiam para depois seguir caminho pela mata atlântica, outro patrimônio da Fndação Zoológico de São Paulo.


E o lanche estava delicioso: abacaxi docíssimo, melancia, sanduiches, salgados, rocambole doce, Apfelstrudel, chá, café com e sem açúcar, leite, chocolate quente.


Zôo Safari


Desde 2002 o Simba Safári foi adquirido (incorporado?) à Fundação Parque Zoológico e passou a chamar-se Zôo Safari. Ao lado dos camelos e dromadários foi aberto um portal para lá, possibiliando aos visitantes do Zôo um passeio adicional em van pelo Zôo Safari (o custo é de R$ 10,- adulto). Lá há também um caramanchão com cascos de jabuti, dente de elefante, chifre de veado e corno de nao-me-lembro-qu-bixo-era. Alguém sabe a diferença entre chifre e corno? Não? Vai lá que eles explicam.


História

Achei muito legal ver que o Zôo está em plena forma, construindo recintos novos ou reformando os antigos. Agora as jaulas são com mais vidro e menos grades, bem mais agradáveis. Fico feliz, muito feliz, pelo fato dele ter sobrevivido à atrocidade ocorrida em 2004 (?), quando ocorreu o envenenamento de vários animais. O processo ainda es´ta aberto, graças à insistência do Zôo, pois quiseram arquivar o processo este ano.
Que quiser saber mais e ver fotos espetaculares como essa abaixo pode visitar a seção história do site da Fundação Parque Zoológico de São Paulo.

Algum dia quando eu for lá de dia tiro uma foto atual da entrada para contrapôr a esta. O tamanho das árvores e palmeiras hoje dá outra cara ao local.


E por falar em fotos

Dessa vez dei um descanso ao meu dedo rápido no obturador e aproveitei para ver sem ter uma telinha de LCD entre mim e o foco do passeio. É permitido tirar fotos sem flash apenas, o que é perfeitamente possível, já que os monitores iluminam o local com lanternas de luz vermelha. Mas resolvi curtir sem me ocupar tirando fotos dessa vez. Quem quiser ver vai ter que ir pessoalmente.


Para encerrar

Tive companhia para o passeio. Obrigada, Andrea, por se empolgar. Aos demais, fica a sugestão de um passeio inesquecível para os 5 sentidos.
Obrigada à equipe de monitores, de seguranças, de preparadores de lanche, de visitantes, de apoio antes, durante e depois do passeio.

E...
PARABÉNS ao Zôo pelos 50 anos que completará em 2008!





Um comentário:

Fezinha disse...

Lelena!! Ler sobre o passeio me deixou mais aguada ainda. Foi uma pena mesmo não poder ir contigo.
Outra coisa, você tem mesmo o dom da palavra, não?!
A maneira com que você escreve aguça o interesse e deixa o texto muito gostoso de ler.
Parabéns!
Beijos.